Canoístas navalistas competem este fim de semana no Campeonato Regional de Canoagem de Mar e no Campeonato Escolas de Canoagem

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No próximo sábado, dia 18 de Março, os canoístas navalistas irão competir no Campeonato Regional de Canoagem de Mar, num percurso entre Santa Cruz- Funchal, com uma distância de 14,5km, com partida agendada para as 10h00.

O Campeonato será composto por um total de onze regatas, e a representar o Clube Naval do Funchal teremos as duplas Pedro Mendes e Buno Afonso nos séniores, Alexey Progrebtsov e Francisco Abreu, Bruno Albuquerque e Gonçalo Ribeiro nos juniores e ainda Paulo Camacho e Carolina Fernandes nos Absolutos Mistos. Também competirão nos seniores masculinos Válter Andrade, Bruno Gomez, Tiago Gonçalves, Mário Pereira, João Câmara e Marco Gomes, e nos seniores femininos Maria Pereira e Carlota Duarte. Ainda haverá os juniores Luís Garcia, João Ferreira e Rui Macedo a competirem.

Segundo Marco Gomes coordenador da modalidade de Canoagem do CNF “ Será uma prova muito competitiva, mas temos atletas muito bons que com certeza além de proporcionarem um grande espetáculo de canoagem, também estarão com certeza à altura da competição. Relembro que Campeões Regionais irão representar a região no campeonato nacional da especialidade”.

Após o Campeonato Regional de Canoagem de Mar, terá lugar junto ao porto do funchal uma segunda competição, desta feita o Campeonato Escolas de Canoagem. Com início marcado para as 12h00 o Clube Naval do Funchal irá competir nos k1 iniciados com Paulo Capelo e Mário Henriques, os k1 Infantis com Oscar Morozov, Afonso Vilaça e Joel Vilaça, nos k1 Cadetes com Alexey Progrebtsov, Gonçalo Ribeiro e Rui Macedo. Ambas as competições são da organização da Associação Regional de Canoagem da Madeira.

Comitiva Navalista combate no 3º Torneio Zéponês / 4º Torneio Desporto Escolar

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Judocas do Naval vão competir no próximo sábado, dia 18 de Março no Pavilhão do Bartolomeu Perestrelo, onde estarão em competição dezasseis judocas do clube Naval do Funchal.

Sandra Godinho treinadora dos judocas refere que “Esta é uma prova que servirá para os miúdos efetuarem o maior número de provas possíveis. Também será uma nova experiência juntar, atletas de judo do desporto escolar de algumas escolas com atletas de judo federados de clubes”.

No escalão de Juvenis estarão presentes, António Costa, nos -73kg, José Afonso Abreu, nos -55kg, Manuel Rodrigues, nos -42kg, Pedro Alves, nos -55kg, Rui Costa, nos -42kg, Tomás Esmeraldo nos -46kg e Ana Patricio nos +63kg.

No Escalão de infantil competirão Ana Catarina Aguiar, nos -40kg, Mónica Garcês, nos -35kg, Artur Guilherme Olim, nos -45kg, Guilherme Morais, nos -35kg e Tomás Silva nos -40kg.

Também o Clube Naval do Funchal estará representado no escalão de iniciados com Afonso Fernandes, nos -45kg, Guilherme Freitas, nos +60kg, Marco Borges, nos -45kg e Nuno Miguens, nos -50kg.

CNF inicia época de pesca de 2017 com excelentes resultados

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Decorreu no passado domingo, dia 12, a primeira prova do Campeonato Regional de Juvenis e o Campeonato Regional de Juniores Sub16, no Lugar de Baixo, Ponta de Sol.

A representar o Clube Naval do Funchal, esteve no Campeonato de Juvenis dois pescadores que arrecadaram os dois primeiros lugares do pódio. Deste modo, em primeiro lugar ficou Pedro Costa Correia e em 2º João Afonso Drumond Serrado.

No Campeonato de Juniores sub16 o primeiro lugar foi para o navalista Afonso Rodrigues Gama, sendo que para Oliver Gabriel Marchington a prova não correu como esperado, ficando em 5º lugar.

Segundo o treinador e coordenador da modalidade de Pesca do CNF, Rui Oliveira revela que “iniciamos os campeonatos da melhor maneira, sendo que os nossos pescadores tiveram uma boa prestação e, assim sendo as expectativas para as próximas provas são muito positivas”.

As segundas provas de ambos os campeonatos terão lugar na Ilha do Porto Santo nos dias 13 e 14 de Maio.

Karatecas nos Pódios do Campeonato Nacional de individuais APKS

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Decorreu no passado fim de semana o Campeonato Nacional de individuais APKS, em Penacova, onde esteve presente uma comitiva de karatecas navalistas composta por atletas dos 9anos aos 17.

No primeiro dia de competição entraram em acção os juvenis Gonçalo Silva e Lucas Oliveira, e os júniores Francisco Barros e Teodoro Henriques.

Logo pela manhã, em kata (formas) juvenil masculino, Gonçalo Silva vence a primeira eliminatória por 4-1, na segunda eliminatória vence por 5-0 e sucumbe na terceira eliminatória por 0-5 frente a um adversário que acabaria por vencer a prova. Foi repescado mas logo na primeira eliminatória da repescagem perde pela margem mínima de 2-3 ficando arredado de alcançar o 3ºlugar. Obteve um honroso 7ºlugar.

A tarde ficou reservada para os kumité (combates) juvenil masculino onde Lucas Oliveira, logo no primeiro confronto, vence o seu adversário por 4-0. Infelizmente na segunda eliminatória perde por 0-5 perante um adversário mais evoluído. Este adversário perde na eliminatória seguinte impossibilitando a repescagem do atleta do Naval.

De seguida seguiu-se Francisco Barros em kumité júnior masculino lightweight com possibilidades de alcançar a final visto haver apenas 5 atletas inscritos. Na primeira eliminatória, frente a um atleta muito experiente, consegue levar o combate para o empate a 3-3, fruto de uma técnica de pontapé circular espectacular “ura-mawashi geri”, mas na decisão de juízes (hantei) estes dão a vitória ao seu adversário alcançando mesmo assim o excelente 3ºlugar.

Em kumité júnior masculino heavyweight Teodoro Henriques enfrenta logo no primeiro combate um atleta que apesar de integrar a selecção nacional de Karaté a já alguns anos e contar com um já palmarés considerável, o navalista não se amendronta perdendo pela margem mínima de 0-1. No combate da repescagem demonstra o seu valor vencendo o seu adversário por 5-0, também com espectacular “ura-mawashi geri”, alcançando assim o 3ºlugar.

No domingo seria a vez dos iniciados Vera Fernandes e João Castro e o infantil Rodrigo Vasconcelos. Rodrigo Vasconcelos, estreante em competições fora da região, é o primeiro a competir em kata infantil masculino que muito motivado vence as primeiras três eliminatórias por 5-0, 3-2, e 4-1 respectivamente. Infelizmente na quarta eliminatória perde por 0-5 e vai-se um pouco abaixo. Ainda é repescado mas não consegue ultrapassar o seu adversário perdendo por 1-4. Mesmo assim alcança o honroso 7ºlugar.

Logo de seguida inicia-se a competição da Vera Fernandes em kata iniciado feminino, também estreante em competições em solo continental, que na primeira vence a sua adversária pela margem máxima, 5-0. Na segunda eliminatória enfrenta uma adversária mais evoluída e com mais traquejo competitivo e perde por 0-5. Na primeira eliminatória da repescagem volta a vencer por 5-0 mas sucumbe perante a adversária por 0-5 na eliminatória seguinte ficando também pelo honroso 7ºlugar.

O kumité iniciado e infantil masculino estaria reservado para a parte da tarde, onde Rodrigo Vasconcelos faria a sua estreia em kumité infantil masculino. Infelizmente o Rodrigo perde na primeira eliminatória por 1-4 mas é repescado e vence o seu adversário por 5-0. Na eliminatória seguinte, e perante um adversário visivelmente mais experiente, é derrotado por 5-0.

Já João Castro em kumité iniciado fez valer toda sua capacidade física, técnica e táctica na fase eliminatória vencendo todos os seus combates pelos parciais de 5-0, 4-1 e 5-0 respectivamente. Na final perante a possibilidade de alcançar o título galvanizou-se ainda mais e apesar do seu adversário ser também já muito experiente não deu hipóteses, reunindo o consenso de todos os juízes e sangrando-se assim campeão Karaté Shukokai.

Foi deveras uma presença com um resultado bastante positivo do CNF neste campeonato, uma medalha de ouro, duas de bronze e três honrosos 7ºlugares que demonstra efectivamente que a aposta nestes atletas tem dado frutos e que a continuar assim muitos e melhores resultados virão no futuro.

De destacar também o papel relevante do sensei Ricardo Gomes que colaborou nos trabalhos de arbitragem do campeonato onde exerceu funções de árbitro e chefe de tatami, inclusive em algumas finais.

Tiago Pestana, Karateca navalista nos pódios do 4º e 5º OPEN DE INFANTIS

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O pavilhão do Caniço recebeu no passado sábado, dia 11, o 4º e 5º Open de Infantis, onde Tiago Pestana, André Aguiar e Giani Figueira competiram em kata infantil, nível C.

A competição teve início logo pela manhã, sendo que logo na primeira eliminatória perderam André Aguiar e Giani Figueira, mas no entanto efetuaram uma boa prestação. A competição teve um melhor desfecho para Tiago Pestana que alcançou o pódio, conquistando o segundo e terceiro lugar respetivamente.

Segundo Bruno Menezes, treinador dos jovens karatecas “esta foi uma participação num torneio regular que permite a aquisição de experiência competitiva e melhoramento gradual das competências técnicas e táticas dos atletas. Estou muito satisfeito pelo Tiago Pestana ter alcançado o pódio por duas vezes e quanto aos restantes atletas, apesar de o resultado não ter sido o melhor, tiveram uma boa prestação e esforçaram-me muito”.

Esta foi uma prova da organização da Associação de Karaté da Região Autónoma da Madeira.

Nilton Freitas na 3ª etapa do Circuito Regional de Surf da Grande Lisboa

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A 3ª etapa do Circuito Regional de Surf da Grande Lisboa, decorreu este fim de semana na Caparica, nas categorias de Sub 14, Sub 16 e Sub 18.

Nilton Freitas, surfista do Clube Naval do Funchal, participou na categoria de Sub 14. Realizou uma boa prestação, onde esteve sempre em segundo lugar, mas apenas conseguiu chegar aos quartos-de-final. Segundo André Rodrigues, treinador e coordenador da modalidade de surf do CNF “ o objetivo da participação do Nilton foi de preparação, visto que ele terá futuramente provas na Caparica e nunca lá tinha surfado. Deste modo ele ficou a conhecer o tipo de mar que existe lá o que será benéfico em termos de competição futura”. Esta terceira etapa foi da organização da Federação Portuguesa de Surf e da Associação de Surf da Costa da Caparica.

Tomás Lacerda do CNF volta a conquistar um novo título nacional no segundo dia de competição do Madeira SUP Challenge

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Neste Domingo, dia 12 de Março continuaram as provas do Madeira SUP Challenge, onde as condições apresentadas não foram as melhores, sendo que o vento de sul e nordeste e as grandes vagas de mar não deram tréguas aos atletas, forçando-os a efetuarem um esforço mais elevado.

O dia foi dedicado às provas de Race Técnico, provas feitas em circuito balizado por bóias, onde os competidores além de remarem tiveram de efetuar várias mudança de direção e sentido, tendo a obrigação de rondar um conjunto de bóias.

A primeira prova do dia foi dedicada às Esperanças sub 12 onde efetuaram um percurso de cerca de 250 metros. Em primeiro lugar ficou João Guilherme Olim do Ludens Clube de Machico. Carlota Rodrigues e Mateus Freitas do Clube Naval do Funchal, apesar de não terem conquistado os primeiros lugares foram os que tiveram mais destaque, visto terem sido os mais pequenos em competição, recebendo vários elogios do público.

Findada a prova de Esperanças seguiram-se as competições de SUP Race Técnico de Sub 15 e Sub 18, que definiram 3 títulos nacionais.

Deste modo, no Race Técnico Sub 15 de 2,5km, Tomás Lacerda do Clube Naval do Funchal foi consagrado o Campeão Nacional nos masculinos, realizando a prova em 23 minutos. Segundo o atleta “esta prova foi muito complicada, o vento e as grandes vagas do mar dificultaram muito, fazendo com que caísse algumas vezes perdendo algum tempo, mas no entanto estou muito feliz pois todo o esforço realizado valeu a pena e fico mesmo muito orgulhoso por ter voltado a conquistar mais um título nacional”. Nos femininos a Campeã foi Sara Berenguer da Associação Desportiva e Recreativa de Água de Pena, que efetuou a prova em 30 minutos e 21 segundos.

O Race Técnico Sub 18 foi uma competição apenas no masculino, com um percurso de 3,5km, onde sagrou-se Campeão Nacional Nuno Alves da ADRAP, ficando em segundo lugar Pedro Calaça e Vitor Sousa em 3º lugar, atletas do mesmo clube.

A última prova do dia foi o Race Técnico Open. No masculino de pranchas 12´6 o primeiro lugar foi de Rúben Afonso do Clube Naval de São Vicente em que realizou a prova em 35 minutos e 1 segundo. O segundo lugar foi do navalista Ricardo Rodrigues que ficou a penas 1minuto e 19 segundos do primeiro classificado e que segundo o atleta “ sabia que iria ser uma prova bem disputada, visto conhecer o nível técnico dos outros participantes e fico muito feliz por ter conseguido acompanha-los e conquistar este ótimo segundo lugar”. Em terceiro lugar Filipe Meira do Surf Clube de Sesimbra.

Nos femininos de 12´6 a vencedora foi Ângela Fernandes do Península de Peniche Surf Clube, que concluiu a prova em 41 minutos e 22 segundos. Logo atrás, no segundo lugar ficou Anabela Prioste do Coimbra Stand Up Paddle e em terceiro lugar Marta Salaberri (atleta do mesmo clube da vencedora).

 Em pranchas de 14´ a disputa foi apenas masculina tendo ficado em primeiro lugar Diogo Neves, do Clube Naval de São Vicente, com o tempo de 40 minutos e 4 segundos. O segundo classificado foi Rui Ramos do Clube Fluvial Vilacondense e em terceiro lugar ficou Carlos Oliveira.

Esta competição foi a primeira etapa do Circuito Nacional de Race Técnico Open.

O grande destaque destes dias de competição foram para Tomás Lacerda que é um atleta da modalidade de Surf, mas que no entanto conquistou dois títulos nacionais em Stand Up Paddle, modalidade esta que não é a sua prioridade, mas que veio a demonstrar que quando há esforço há recompensa, e acima de tudo veio a confirmar o grande atleta que é.

Foram dois dias de competição e de um grande espetáculo de Stand Up Paddle na Cidade do Funchal, que contou com 45 participantes, sendo, entre eles, sete atletas de Clubes de Portugal Continental.

Nuno Alves Campeão Nacional de SUP Race Maratona de sub 18 e Rúben Afonso Vencedor da primeira etapa do Circuito Nacional de SUP Race Maratona Open

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Pelas 11h30 tiveram início duas provas que decorreram ao mesmo tempo, sendo a SUP Race Maratona do escalão de sub 18 (masculinos) e o SUP Race Maratona Open masculinos e femininos, sendo esta a primeira etapa de cinco etapas do circuito nacional.

Quanto ao Sup Race Maratona de sub 18, participaram cinco atletas: Nuno Alves, Pedro Calaça, Vitor Sousa, Jorge Miguel Andrade e João Pedro Silva. Os mesmos efetuaram um percurso de 7,833km. Os três primeiros lugares foram dominados pela ADRAP, onde Nuno Alves foi consagrado o Campeão Nacional SUP Race Maratona do escalão de sub18. Logo atrás de Nuno Alves veio Vítor Sousa que conquistou o título de Vice-campeão e Pedro Calaça ficou em terceiro lugar. Para Nuno Alves ganhar esta competição “é uma grande felicidade ver o meu esforço recompensado, visto que houve um pouco de vento que dificultou um pouco”. Nos femininos ainda de Sub18 a grande vitória foi para Ângela Fernandes da Península de Peniche Surf Clube. A Vice-Campeã foi Anabela Prioste do Coimbra Stand Up Paddle e em terceiro ficou classificada Marta Salaberri da Península de Peniche Surf Clube. Para Ângela Fernandes, obter o título de Campeã Nacional “Não foi fácil, mas acabei por obter o resultado prestado. Trabalho todos os dias para competições destas por isso tento vir sempre com a mentalidade de conseguir alcançar o primeiro lugar. Apesar de ainda não estar habituada ao treino de mar, devido ao facto de onde vivo, as condições ainda serem as melhores para poder treinar todos os dias no mar, como os atletas de cá conseguem, mas foi uma prova normal onde apanhei um pouco de vento e vagas do mar”.

Já no SUP Race Maratona Open o percurso percorrido foi de 12,371km no qual Rúben Afonso do Clube Naval de São Vicente foi o vencedor sendo que, para o mesmo ganhar esta primeira etapa “Significa muito porque recentemente tive uma grande mudança na minha vida pessoal e tem sido desafiante conciliar os treinos com outras situações tal como o nascimento do meu filho. No entanto encontrei algumas dificuldades como o cansaço acumulado e noites mal dormidas, mas foquei-me na prova e apostei em atacar nas alturas certas, visto que havia um atleta do continente, que no ano passado tivemos algumas disputas a nível de provas, mas o resultado não podia ter sido melhor”. O segundo classificado foi Filipe Meira do Surf Clube de Sesimbra e em terceiro lugar ficou o navalista Ricardo Rodrigues.

Relembramos que Rúben Afonso, Ricardo Rodrigues, Ângela Fernandes e Filipe Meira são atletas que pertencem à equipa nacional de Stand Up Paddle Board e todos eles contam já no seu percurso competitivo com internacionalizações.

 

Tomás Lacerda atleta do Clube Naval do Funchal sagrou-se Campeão Nacional de SUP Race Maratona do escalão de sub 15

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O primeiro dia de competição do Madeira Sup Challenge arrancou pelas 10h30 com a primeira prova do Campeonato Nacional de SUP Race Maratona do escalão sub15 feminino e masculino, em pranchas de 12.6. Em competição estiveram cinco atletas: Luna Freitas do Clube Naval do Funchal, Sara Berenguer da Associação Desportiva e Recreativa de Água de Pena, Verónica Silva do Clube Desportivo Nacional, Tomás Lacerda do Clube naval do Funchal e Joaquim Brasão do Centro Treino Mar.

Logo à partida, destacou-se Tomás Lacerda que saiu logo em vantagem em relação aos restantes participantes. Segundo o atleta do CNF “o meu maior rival era o Joaquim Brasão do CTM que tem treinado muito, e eu estava um pouco reticente, mas quando estava na linha de partida à espera do início da prova foquei-me e mentalizei-me que queria ganhar este título, e pensei em pôr em prática tudo o que Ricardo Rodrigues me indicou e todas as dicas que o Magnus Lindstedt referenciou ontem no Workshop. Apliquei tudo o que me aconselharam, conseguindo controlar bem a prova, tendo estado sempre em vantagem, apesar de uma queda na primeira boia devido a uma vaga, mas que não me fez ficar para trás.

Tomás Lacerda traçou a linha da meta passados 32 minutos e 39 segundos da partida, que segundo o atleta “Esta vitória é inesquecível pois eu nunca acreditei muito ganhar, visto esta não ser a minha modalidade, sendo que a minha prioridade é o Surf e supostamente, hoje estaria presente na terceira etapa do Circuito de Lisboa, mas como havia este campeonato cá na região, e sendo o meu clube a organizar é mesmo uma honra representar o Clube Naval do Funchal levando ainda a vitória. Quanto à competição, sendo a primeira vez que sou campeão nacional em algum desporto, é algo inesquecível e que vou recordar. Apesar de o Surf ser a minha modalidade e eu dar prioridade, espero puder treinar mais vezes Stand Up Paddle e sendo que agora tenho este titulo, vou levar a sério esta modalidade, o que também só me trás benefícios para o Surf a nível físico, que é como o Magnus indicou, que o surf é ótimo para o SUP como o SUP é ótimo para o surf. O Workshop de ontem acabou por inspirar-me sem dúvida, visto que, houve uma parte teórica e depois, tivemos oportunidade de colocar em prática, o que foi excelente para aplicar tudo aqui hoje.

Nos femininos sagrou-se Campeã Verónica Silva do Clube Desportivo Nacional, que efetuou a prova em 38 minutos e 15 segundos.

Ainda nos femininos, em segundo lugar nesta prova, ficou Sara Berenguer e em terceiro Luna Freitas. Nos masculinos o segundo lugar pertenceu a Joaquim Abreu.

Esta foi a primeira vez que foi atribuído a nível nacional estes títulos tanto em feminino e masculino de sub 15 e efetuaram um percurso de 4,944km.

Entrevista com Magnus que orientou hoje o Workshop sobre o tema “O desenvolvimento da técnica Stand Up Paddle – como remar de uma forma mais económica e eficaz”

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Foi junto às instalações do CNF em São Lázaro, com um autêntico dia primaveril, que entrevistamos o conceituado professor, treinador e selecionador sueco Magnus Lindstedt.

CNF: Bem-vindo à Ilha da Madeira. É a primeira vez que tem a oportunidade de visitar a Região?

Magnus: Sim, infelizmente é a primeira vez.

CNF: Como proporcionou-se o contacto entre si e o Clube Naval do Funchal?

Magnus: Foi mais ou um primeiro contacto. Já tinha falado anteriormente com o Ricardo Rodrigues (coordenador da modalidade de Stand Up Paddle Board do CNF), que contou-me um pouco acerca da ilha, e do evento que estavam a organizar e foi assim que surgiu esta oportunidade de vir cá.

CNF: Realizou o Workshop cá sob a temática de “O desenvolvimento da técnica Stand Up Paddle – como remar de uma forma mais económica e eficaz”. Costuma realizar vários workshops, ou esta foi a primeira vez?

Magnus: Não. Eu faço muitos workshops para diferentes organizações, para desportos e atletas de elite. Quanto às temáticas, variam sempre conforme o grupo ou então do nível dos atletas que costumam estar presentes. Costumo fazer uma abordagem acerca da performance da modalidade e uma parte mais analítica. Neste workshop foram abordados alguns tópicos como o conforto, a postura, o equilíbrio, o movimento e a respiração.

CNF: Apesar do pouco tempo que está aqui na Madeira que opinião tem acerca das condições para a prática de SUP?

Magnus: Eu acho que as condições são perfeitas! Porque, por exemplo, aqui no porto do Funchal, têm a água lisa o que é ótimo para a aperfeiçoar técnicas e depois têm um grande oceano, que através da Levitação do mar, o balanço das ondas e algum vento, trazem mesmo as perfeitas condições para a prática desta modalidade.

CNF: A Madeira tem tudo para receber grandes competições internacionais, como um Mundial ou Europeu?

Magnus: Definitivamente!

CNF: Como vê esta modalidade na Madeira? Está a crescer? É necessário, neste momento, apostar mais na formação de técnicos para podermos ter não só mais atletas como também um nível qualitativo superior?

Magnus: Eu considero que é uma modalidade que está a ter um grande crescimento, o que é muito bom para o desenvolvimento da prática do desporto aqui na ilha, sendo que está a atrair desde crianças a adultos que mostram-se interessados em aprender e a praticar Stand Up Paddle. Quanto à aposta na formação de técnicos, acho que sim, que deve ser definitivamente feita e vale mesmo muito a pena. Eu tenho vindo a estudar esse caso, e na Suécia, praticamos esta modalidade desde 2010 e temos visto que a formação de técnicos têm trazido efeitos únicos do treino para todos os que praticam este desporto.

CNF: – Podemos afirmar que o SUP é sem dúvida um veículo na promoção de um destino turístico de uma Região?

Magnus: Sim claro! A Ilha da Madeira é perfeita, tanto pela temperatura climatérica e do mar, pelos diferentes tipos de águas (encontramos água calma como também muito agitada). Neste sentido, todos estes fatores atraem vários praticantes da modalidade, no sentido de terem a experiência de praticarem Stand Up Paddle com estas condições fantásticas, o que os leva a querer, também, explorar o destino Madeira não só pela prática desportiva como também pelo que a Ilha oferece, como a natureza e a gastronomia.

CNF: Para além da competição, esta modalidade pode ser vista como uma importante forma de ajudar a manter uma atividade física saudável?

Magnus: Sim. A prática de Stand Up Paddle tem muitos benefícios. Há estudos que afirmam que se treinarmos o nosso equilíbrio podemos ter a possibilidade de sermos muitos saudáveis mesmo aos 80 anos de idade. Por outro lado, a prática desta modalidade é realizada na água, o que não é muito agressivo a nível físico para o nosso corpo, sendo que todos conseguem praticar desde crianças a idosos. É óbvio que depois depende um pouco da prancha usada, mas mesmo assim até movê-la fora de água é muito fácil, visto ser muito leve.

CNF: É dispendioso a prática do SUP?

Magnus: É necessário haver mais clubes com equipamentos disponíveis para as pessoas experimentarem esta modalidade, ou então é necessário que cada pessoa tenha a sua própria prancha. Neste momento é um pouco dispendioso, tendo em conta que os materiais usados nas pranchas (como a fibra de carbono) são caros, mas por outro lado, não é necessária uma prancha com essa qualidade para os que praticam por lazer, sendo apenas necessária para quando se entra em competição.

CNF: De que maneira se forma um campeão do Mundo?

Magnus: É necessário ter em conta e avaliar o percurso desportivo ao longo da vida do atleta, e tentar através dos treinos e competições realmente ver o que o atleta precisa para ele ser o mais eficaz possível. Ou seja, é necessário entender de onde vem a sua energia, e não excluir esse pormenor nos treinos. Resumidamente, é essencial conhecermos e entendermos a vida competitiva passada do atleta, como também entrar na sua mente para podermos retirarmos e exigirmos dele o melhor que ele consegue dar nas competições. Já treino o Casper Steinfath (atual campeão Mundial da modalidade) desde 2012, e temos um plano para dez anos, em que o objetivo é ser o melhor em dez anos, apesar de ser difícil de ainda prever se vamos conseguir alcança-lo. Isto porque muito pode acontecer, mas esperamos que não ocorra nenhuma lesão e que o progresso dos treinos venha a ter a continuidade que está a ter e estamos ansiosos por competições olímpicas.

CNF: Então considera que esta modalidade tem tudo para um dia ser modalidade olímpica?

Magnus: Sim claramente, porque o Stand Up Paddle tem o que designamos por “Atividade Funcional” o que é muito benéfico para o corpo e para a mente, o que permite adquirir muitas habilidades e skils motores, sendo então uma boa modalidade para sermos saudáveis e essa é a principal razão de eu considerar que esta é uma modalidade que tem tudo para ser olímpica.

CNF: Algumas palavras para o Clube Naval do Funchal?

Magnus: Estou muito grato por este convite, por poder conhecer pessoalmente membros do Clube Naval do Funchal e estreitar a nossa relação, como também por proporcionarem a oportunidade de eu conhecer esta magnifica ilha. Aproveito também para dizer, que com certeza esta não será a última vez que nos juntamos!