Inverno também é Passeio Cultural do NAVAL

Realizou-se no passado dia 1 de Fevereiro a oitava edição do passeio Cultural do Naval, desta feita ao concelho da Calheta em dia frio de inverno, tendo reunido cinco dezenas de associados, e sempre com o objectivo de um ameno e diferente convívio social e cultural. Este ano o frio marcou presença ao contrário da chuva o que possibilitou um passeio mais confortável.

Com saída pelas 9h30 da manhã o grupo dirigiu-se para o Concelho da Calheta, mais precisamente para o Paul do Mar, terra de mar e pescadores. Durante cerca de uma hora, os “turísticas regionais”, puderam percorrer os becos e veredas, conhecendo e visitando, cantos e recantos da localidade. Em seguida rumamos à Ponta do Pargo, pela estrada regional 223, que serpenteando a encosta até ao alto da Fajã da Ovelha, permitiu belas vistas e paisagens, recordando os tempos idos e das dificuldades que era chegar de uma localidade a outra. Após cerca de 30 minutos de viagem, chegamos à ponta mais a oeste e ocidental da ilha, oportunidade para vislumbrar o mar do norte e a abrupta encosta de encher os olhos que é a Ponta do Pargo. Ai, houve tempo e oportunidade para uma visita demorada ao Farol local, inaugurado em 1922, que erguido numa arriba a 290 metros de altitude em relação ao mar, na Ponta da Vigia, funciona desde 5 de junho de 1922.

A dominar o alto da arriba, a torre mede 14 m de altura e o seu foco está a 312 m de altitude. O farol foi eletrificado, com energia da rede pública, em 1989 e, dez anos depois, em 1999, o Governo Regional declara-o de valor cultural da Região, classificando-o como Património de Valor Local. Em 2001 é criado um pequeno núcleo museológico, onde estão expostas várias peças relativas aos faróis da Madeira, desde fotografias a documentação variada concentrando, num só espaço, a origem destes importantes monumentos para a história do arquipélago. Não podemos deixar de referenciar a calorosa e amável recepção feita pelo Faroleiro Pereira, que mesmo em hora de almoço, abdicou do mesmo, para receber o enorme grupo, que desmembrado em pequenos e vários grupos, subiram à torre para visitarem e verem o funcionamento do farol e as condições técnicas do mesmo.

Com a visita efetuada, rumamos até à capital do concelho, para retemperar forças e almoçar, no restaurante do hotel Savoy Beach Calheta, junto à marina local, sob um sol radioso e um mar chão. Com o almoço a decorrer de forma animada e sob um excelente serviço de toda a equipa local, o grupo ganhou energias suficientes para iniciar a tarde com mais ânimo e folgo para novas visitas.

Eram cerca das 15h15 quando rumamos ao MUDAS – Museu de Arte Contemporânea da Madeira, para uma visita muito aguardada por todos. No local aguardávamos a Profª Júlia Maurício e a orientadora Carla Camacho, que dividindo o grupo em dois, permitiu visitar em simultâneo a Galeria do Mudas, onde decorre uma exposição de Hugo Brazão sob o tema “Colmatar hiato, tapar buracos ou adiar um problema iminente” e o próprio Museu Casa da Mudas, com uma exposição de arte contemporânea da Madeira e uma exposição temporária denominada “Alvoro” de António Barros. De salientar a forma sempre pronta e atenciosa que fomos recebidos pelas duas anfitriãs.

Como tudo na vida, quando estamos bem ou é bom, tudo decorre de pressa, e estava na hora de regressar ao Funchal pelas 17h00. Com o grupo aparentemente satisfeito, tinha assim terminado mais uma edição do passeio cultural, com a esperança e o desafio de todos para a realização de um novo convívio de primavera ainda este ano, antes do verão. Ficou a sugestão e a expectativa de todos.

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