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Historial

UM POUCO DA SUA HISTÓRIA


O Clube Naval do Funchal (C.N.F.), estatutariamente, é uma associação desportiva, recreativa e de instrução, que tem como objectivo principal, o desenvolvimento junto dos seus associados do gosto pela prática do desporto, sobretudo náutico e proporcionar aos seus visitantes o acesso às actividades que o Clube desenvolve.


O C.N.F. foi fundado a 1 de Maio de 1952 e ao longo deste meio século de existência, tem desenvolvido um papel importantíssimo no incentivo e apoio aos desportos náuticos, tanto a nível regional como nacional, tendo inclusivamente atletas seus representantes, em competições de nível internacional e olímpico nas representações nacionais em Seoul em 1988, Barcelona em 1992 e recentemente, Pequim em 2008.


A actividade do C.N.F., iniciou-se com sede provisória na Capitania do Porto do Funchal, avançando-se de seguida com a construção de um posto náutico em São Lázaro, então constituído por um barracão e um pequeno cais sobre pontões de madeira.

Para a sede foi escolhida e arrendada a Quinta Calaça, uma milha a oeste de São Lázaro, na baía que deu nome à Quinta, seguindo-se a construção de dois acostáveis e uma pequena piscina na Calaça.
Os serviços, provisórios, da secretaria do Clube, após a fase da comissão instaladora, transitaram para o escritório da Empresa Baleeira da Madeira, na Avenida do Mar (lado da Capitania) mudando, finalmente, para as instalações do Naval, na Quinta Calaça, e posteriormente para o Posto Náutico de S. Lázaro, zona onde permaneceu até Novembro de 2000.

Entretanto, uma das primeiras iniciativas do Naval, foi a formação do pessoal adepto das lides náuticas, avançaram os cursos amadores, de principiantes, marinheiros e patrões de costa e, um ano após a sua fundação, o C.N.F. já possuía vários associados habilitados a comandarem embarcações de recreio “dentro dos limites do Arquipélago da Madeira”.
Porém, pode dizer-se que foi a realização da I Regata Oceânica Lisboa – Madeira, realizada em Julho de 1950 o motivo principal para o surgimento em Maio de 1952, do Clube Naval do Funchal.

Nos anos cinquenta, logo a seguir à Guerra, aumentou o rumo ao mar entre os desportistas madeirenses.
Havia a natação nas Piscinas públicas do Lido e Barreirinha, já com espírito competitivo e os jogos de water-polo, além das travessias Cais do Funchal – Lazareto e outras dentro do molhe da pontinha (leia-se porto do Funchal).

Em 1954, realizou-se a II Regata Oceânica Lisboa – Madeira, já com o Naval do Funchal, fazendo parte da organização e, mais uma vez, o “Albatroz” foi o primeiro iate a chegar à Madeira, na meta então instalada em Santa Cruz.
Todavia, convém lembrar que estas regatas oceânicas, têm a classificação final apurada com “abonos”, após correcção de tempos, o vencedor da I Regata Lisboa – Madeira (1950) foi o iate “Ribamar”, enquanto na Segunda (1954) em tempo corrigido o vencedor foi o “Zeevalk”.

Porém os velejadores do Naval do Funchal “desforraram-se” com o pequeno iate madeirense “Bravo”, vencedor em tempo corrigido da III Regata Lisboa – Madeira, disputada em 1967, penúltima destas regatas disputada. A IV e última edição acontece em 2002 aquando da realização do cinquentenário do clube tendo o iate Azzurra batido o recorde da travessia e o iate do CNF Ya Man de Nuno Rodrigues vencido em tempo corrigido.

A 27 de Setembro de 1952, decorreu no Paul do Mar, o I Concurso de Caça Submarina da Madeira, organizado pelo CNF. Foi ganho por João Borges e o pescado capturado foi entregue a famílias carenciadas da localidade. Os 15 concorrentes pescaram 160 kg de peixe. A Madeira foi um dos primeiros sítios em Portugal e na Europa a realizar provas de Caça Submarina.
Em Agosto de 1956, o comandante Jacques-Yves Costeau a convite do CNF proferiu uma conferência em que abordou o mundo submarino e os oceanos (encontrava-se na Madeira a bordo do seu navio de investigação “Calypso”)
No mês seguinte nos dias 10 a 15 de Setembro de 1956, o sócio fundador Dr. António Ribeiro integrou a equipa portuguesa que participou pela 1ª vez num concurso internacional de Pesca, que decorreu na Nova Escócia (Canadá).

No ano seguinte, em Setembro de 1967 candidatou-se o Clube à organização do Campeonato do Mundo de Caça Submarina, iniciativa não concretizada com alteração de última hora da prova para Cuba.
Já em Junho de 1969 o CNF organiza, o I Curso de Mergulho Amador com a participação de 40 pessoas, dirigido pelo Eng. João Caldeira da FPAS e que contou com a colaboração de Jorge de Castro e João Borges, sócios do CNF já experimentadas no mergulho.
Por outro lado, concursos de pesca, em terra, no mar, campeonatos internacionais de pesca à linha e caça submarina, assim como concursos de escafandros e mergulho concretizaram-se em iniciativas do Naval. Inclusive, após um inédito concurso de pesca infantil, em 1984, o Clube Naval do Funchal, realizou o I Campeonato Regional de Pesca Desportiva para jovens com participantes de todos os concelhos da Madeira e Porto Santo.

Um momento também alto de representação do C.N.F. e seu reconhecimento, ocorreu em Maio de 1957, durante a inauguração do Estádio dos Barreiros, a alocução dos desportistas madeirenses foi efectuada pelo dirigente naval, Eng. Jorge de Castro, campeão de mergulho e aficionado da fotografia submarina. Todavia, o inesperado ocorreu. Entre dezenas de representações de colectividades, a numerosa assistência, presente no Estádio, reconheceu entre os elementos do C.N.F., tripulantes e comandante do Albatroz os aplausos transformaram-se numa grande ovação com vivas ao Albatroz.

Em 1957, o C.N.F. deu a sua colaboração para a realização na Madeira do Campeonato Nacional de Vela na classe Moth, que se realizou no Funchal. Em 1958, pela primeira vez, velejadores madeirenses do C.N.F. participaram no Campeonato Nacional de Moths seguindo-se do Campeonato Europeu.
Á parte falsas modéstias, com prazer e responsabilidade, participamos nestas regatas nas quais a equipa do Naval, no Campeonato Nacional, entre cerca de quarenta concorrentes obteve pontuação nos cinco primeiros e no europeu, entre cinco dezenas de participantes, obteve um décimo lugar, liderando a representação nacional em parte do campeonato.
Mais tarde, em 1966, velejadores do Naval, na classe Snipe, participaram no Campeonato Ibérico, com os barcos de construção local, “Gaiato” – Amândio Nóbrega e Abílio Martins e “Capricho” – Álvaro Lopes e Daniel Vieira.
Nos veleiros de pequeno cruzeiro, onde todos os barcos eram diferentes, os primeiros passos a caminho de classes foi dado em 1954, com o dirigente do Naval e Director do Arsenal de São Tiago, Eng. Ribeiro de Andrade, a incentivar este tipo de construções monotipo. O primeiro pequeno veleiro da classe cruzeiro (um Calypso) foi o “Maria Ângela” de José Jacinto de Caíres, ao qual se seguiu o “Calma” de Humberto Fournier.
Sob iniciativa particular, com orientação de Amândio Nóbrega, em 1966, foi construído o “Bravo” (um Sea Horse) que viria a ganhar a Regata Lisboa – Madeira em 1967.

No que concerne ao Windsurf, a primeira Regata realizou-se em Machico, nos princípios dos anos 80. Esta modalidade expandiu-se rapidamente e, em breve, possuía já a sua “Associação”, dirigida pelo professor Vicente Franco.
Representantes do C.N.F., entre eles os Campeões Regionais nas várias classes de Windsurf, deslocaram-se à Horta (Açores) em Agosto de 1986, a fim de participarem nos Campeonatos Nacionais. Os resultados foram: Miguel Sá - Campeão Nacional de Windsurf, classe I e Francisco Rosa – Campeão Nacional da Divisão II, competição que globalmente envolvia 63 concorrentes e, na qual, estes madeirenses tiveram classificação cimeira. Francisco Rosa, de imediato convidado a representar Portugal no Campeonato da Europa e indignado para a representação Olímpica, desejo de todo o desportista. Contudo, Francisco Rosa, teve um gesto difícil e responsável, declinou o convite. Como técnico da RTP-M, não disponha de tempo suficiente para treinar-se para os Jogos Olímpicos e, mal preparado, preferia não ir.

Ainda na década de oitenta o Naval arrancou em São Lázaro com as modalidades de canoagem, ginástica, karaté e Judo, assim como colaborou na organização nas regatas transatlânticas, de Mónaco a Nova York, em 1985, com os barcos mais velozes do mundo, os multicascos que controlam uma bóia no Funchal. A esta colaboração, juntam-se ainda os “Fórmula Um da Vela” participantes na Regata La Baule – Dakar, em 1987.

O Naval não possuía Secção de Natação, lacuna que corrigiu em meados dos anos oitenta, arrancando com esta modalidade em moldes ambiciosos, com a realização de várias competições e Grandes Prémios no Funchal, culminando com a concretização do envio de um atleta madeirense aos Jogos Olímpicos de Seul, tendo o Paulo Camacho participado nas primeiras eliminatórias da importante prova.
A acção da Secção de Natação do Naval, com o professor André Escórcio como técnico e o Eng. Nuno Araújo em adjunto, rodeados de vários auxiliares, projectou várias acções que culminam com a construção do Complexo Desportivo do Naval, na Nazaré em 1998.
Se o trabalho dos Técnicos foi imprescindível, não menos certo é que os Dirigentes do Naval, na secção de Natação, Luísa e João Telo foi meritório no empreendimento que abrange os navalistas e segue além destes envolvendo a Madeira.

O Complexo Desportivo do Naval, na Nazaré, vai além do imediato, mostrando-se com projecção futura, não só para os sócios do Naval e familiares, mas sim ao serviço de toda a população, sócios ou não do Naval

Há cerca de meio século, desde os primeiros passos, que acompanhamos os participantes na vida do Clube Naval do Funchal. Por certo há personalidades e acções em prol do Naval que nos escapam. O presente texto é apenas “um pouco” de história do Clube de actividade náutica – C.N.F. que oficialmente surgiu no distante 1 de Maio de 1952.

Em 1990, fruto da alteração de estatutos a nova direcção mais precisamente em 19 de Abril de 1990 cria o Departamento de Actividades Subaquáticas e Pesca, dirigido pelo Dr. Oscar Camacho, sob a presidência do Dr. Agostinho de Sousa.
Em 1990, fruto da alteração de estatutos a nova direcção mais precisamente em 19 de Abril de 1990 cria o Departamento de Actividades Subaquáticas e Pesca, dirigido pelo Dr. Oscar Camacho, sob a presidência do Dr. Agostinho de Sousa.

Já em 1993 sob a orientação da Direcção de Francisco Santos e fruto de um maior dinamismo dos seus associados, organizou-se o Campeonato Nacional de Fotografia Subaquática (IV Fotosub), nos mares da Madeira, prova que o atleta Pedro Gomes do Naval alcança 2º lugar na geral, situação que se volta a repetir em Setembro 1997 altura da organização novamente do Campeonato Nacional de Fotografia Subaquática (VIII Fotosub), nos mares da Madeira, onde Pedro Gomes atinge um marco histórico, sagrando-se o primeiro Campeão Nacional de Fotografia Subaquática do Clube Naval.
Em 1998, Pedro Gomes e Artur Silva participam no Campeonato do Mundo na Noruega, onde Portugal atinge a melhor classificação de num evento internacional, ao se classificar em 9º da geral e 8º na categoria criativa.
Fruto de maior dinâmica em 2000 com um conjunto de pessoas interessadas na pesca desportiva e apoiada pelo então secretário da direcção do Clube, Dr. Rui Fontes, foi possível criar uma boa base de sustentação para esta modalidade, e é então reactivada a secção de Pesca Desportiva.
Em 2001, a novel equipa de Pesca Desportiva participa pela primeira vez no Campeonato Regional onde se sagra campeã regional. No mesmo ano classifica-se na 2ª posição no 24 horas a pescar e em terceiro na taça da Cidade.

Na sua estreia, o Naval tem cerca de cinco mil sócios efectivos registados, dos quais cerca de dois mil e seiscentos permanecem efectivos. Se juntarmos a estes Sócios Familiares e Desportivos a família do Naval ronda as dez mil pessoas, número invulgar – mesmo a nível nacional – para um Clube que tem na actividade náutica a sua principal função.

Todavia, convém não olvidar os associados que na sua vertente recreativa e de lazer, fazem do C.N.F., apenas, o local de encontro para o convívio social. Foi também com a indispensável colaboração destes, através do pagamento das suas quotas, que o Clube manteve-se e desenvolveu-se até ao ponto em que hoje se encontra bem como do ponto de vista turístico, constitui uma oferta importante a todos aqueles que nos visitam.

As nossas actividades distribuem-se por diversas instalações, prestando uma variedade de serviços, alguns dos quais, destinados à população em geral.
 

 SÓCIOS FUNDADORES DO CLUBE NAVAL DO FUNCHAL
 

Nº DE SÓCIO

NOME

1

  Capitão de Fragata Aviador – Horácio Faria Pereira

2

  Juiz Desembargador – Hermano Themudo Machado

3

  Eng. José de Sena Lino

4

  Dr. Américo Durão

5

  Dr. António Alexandrino dos Santos Ribeiro

6

  Comandante Passos de Gouveia

7

  Sr. João Dias Borges

8

  Sr. Afonso Coelho

9

  Eng. José dos Santos Ribeiro de Andrade

10

  Dr. António Manuel Carregal Correia da Silva

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