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O Clube Naval do Funchal, surgiu, oficialmente a 1 de Maio de 1952, com o objectivo principal de desenvolver, entre os seus associados, o gosto pela prática dos desportos náuticos. A angariação de associados, depressa ultrapassou uma centena nas primeiras semanas de campanha.
A actividade do C.N.F., iniciou-se com sede provisória na Capitania do Porto do Funchal, avançando-se de seguida com a construção de um posto náutico em São Lázaro, então constituído por um barracão e um pequeno cais sobre pontões de madeira.
Para a sede foi escolhida e arrendada a Quinta Calaça, uma milha a oeste de São Lázaro, na baía que deu nome à Quinta, seguindo-se a construção de dois cais acostáveis e uma pequena piscina na Calaça.
Os serviços, provisórios, da secretaria do Clube, após a fase da comissão instaladora, transitaram para o escritório da Empresa Baleeira da Madeira, na Avenida do Mar (ao lado da Capitania - zona marginal à Baia do Funchal) mudando, finalmente, para as instalações do Naval, na Quinta Calaça, e posteriormente para o Posto Náutico de S. Lázaro, zona onde permaneceu até Novembro do ano de 2000.
Entretanto, uma das primeiras iniciativas do Naval, foi a formação do pessoal adepto das lides náuticas, avançaram os cursos amadores, de principiantes, marinheiros e patrões de costa e, um ano após a sua fundação, o C.N.F. já possuía vários associados habilitados a comandarem embarcações de recreio “dentro dos limites do Arquipélago da Madeira”.
Porém, pode dizer-se que foi a realização da I Regata Oceânica Lisboa – Madeira, realizada em Julho de 1950 o motivo principal para o surgimento em Maio de 1952, do Clube Naval do Funchal.
Nos anos cinquenta, logo a seguir à Guerra, aumentou o rumo ao mar entre os desportistas madeirenses.
Em 1954, realizou-se a II Regata Oceânica Lisboa – Madeira, já com o Naval do Funchal, fazendo parte da organização e, mais uma vez, o “Albatroz” foi o primeiro iate a chegar à Madeira, na meta então instalada em Santa Cruz.
Todavia, convém lembrar que estas regatas oceânicas, têm a classificação final apurada com “abonos”, após correcção de tempos, o vencedor da I Regata Lisboa – Madeira (1950) foi o iate “Ribamar”, enquanto na Segunda (1954) em tempo corrigido o vencedor foi o “Zeevalk”.
Porém os velejadores do Naval do Funchal “desforraram-se” com o pequeno iate madeirense “Bravo”, vencedor em tempo corrigido da III Regata Lisboa – Madeira, disputada em 1967, penúltima destas regatas disputada.
A última edição desta regata aconteceu em 2002, ano do cinquentenário do Clube, tendo a embarcação AZZURRA batido o recorde da travessia e o iate do CNF, YA MAN de Nuno Rodrigues vencido em tempo corrigido.
Um momento também alto de representação do C.N.F. e seu reconhecimento, ocorreu em Maio de 1957, durante a inauguração do Estádio dos Barreiros, a alocução dos desportistas madeirenses foi efectuada pelo dirigente do naval, Eng. Jorge de Castro, campeão de mergulho e aficionado da fotografia submarina. Todavia, o inesperado ocorreu. Entre dezenas de representações de colectividades, a numerosa assistência, presente no Estádio, reconheceu entre os elementos do C.N.F., tripulantes e comandante do Albatroz os aplausos transformaram-se numa grande ovação com vivas ao Albatroz.
Em 1957, o C.N.F. deu a sua colaboração para a realização na Madeira do Campeonato Nacional de Vela na classe Moth, que se realizou no Funchal. Em 1958, pela primeira vez, velejadores madeirenses do C.N.F. participaram no Campeonato Nacional de Moths seguindo-se do Campeonato Europeu.
Á parte falsas modéstias, com prazer e responsabilidade, participamos nestas regatas nas quais a equipa do Naval, no Campeonato Nacional, entre cerca de quarenta concorrentes obteve pontuação/classificação nos cinco primeiros e no europeu, entre cinco dezenas de participantes, obteve um décimo lugar, liderando a representação nacional em parte do campeonato.
Mais tarde, em 1966, velejadores do Naval, na classe Snipe, participaram no Campeonato Ibérico, com os barcos de construção local, “Gaiato” – Amândio Nóbrega e Abílio Martins e “Capricho” – Álvaro Lopes e Daniel Vieira.
Nos veleiros de pequeno cruzeiro, onde todos os barcos eram diferentes, os primeiros passos a caminho de classes foi dado em 1954, com o dirigente do Naval e Director do Arsenal de São Tiago, Eng. Ribeiro de Andrade, a incentivar este tipo de construções monotipo.
O primeiro pequeno veleiro da classe cruzeiro (um Calypso) foi o “Maria Ângela” de José Jacinto de Caíres, ao qual se seguiu o “Calma” de Humberto Fournier.
Sob iniciativa particular, com orientação de Amândio Nóbrega, em 1966, foi construído o “Bravo” (um Sea Horse) que viria a ganhar a Regata Lisboa – Madeira em 1967.
Dois velejadores da classe Muscadet, “Somenos” e “Talvez”, foram construídos por João Brito e António Vieira Gomes, dois amadores que concretizaram esse seu sonho em 1983. Nos finais de década de 80, Francisco Rosa e Norberto Antunes, construíram o “Alf” e “Special Honey”, que são os maiores veleiros de cruzeiro construídos na Madeira, por desportistas amadores.
Em 1978 com as festividades dos 500 anos da cidade Las Palmas, os clubes Canários organizavam uma regata Puerto de Santa Maria - Las Palmas . Aquando do regresso a casa foram convidados pelo CNF a organizar uma regata Internacional MADEIRA-CANÁRIAS, competição que teve a sua estreia em 1978 com grande sucesso. Nesse primeiro ano participaram 18 embarcações entre elas 3 madeirenses (Ninotchka de Luís Ernesto Jardim em 1º, Albatroz de Vasco Catanho Silva em 17º e o Srª da Bonança de José Silvestre de Freitas em 18º) e um continental (o Vega, o 1ª a cortar a linha de chegada).
Esta regata internacional que aconteceu de dois em dois anos, e realizou-se sob a égide do nosso clube até 1983, (o clube organizou as três primeiras edições 1978, 81 e 83) altura em que o primeiro iate Português vence uma regata Internacional, a FREDERICA DEVÓNIA de Alivar Cardoso, então Presidente do Clube. A partir de 1983 a realização da regata passou para um novo clube regional fundado em 1984 sob alguma contestação.
No que concerne ao Windsurf, a primeira Regata realizou-se em Machico, nos princípios dos anos 80. Esta modalidade expandiu-se rapidamente e, em breve, possuía já a sua “Associação” dirigida pelo professor Vicente Franco.
Representantes do C.N.F., entre eles os Campeões Regionais nas várias classes de Windsurf, deslocaram-se à Horta (Açores) em Agosto de 1986, a fim de participarem nos Campeonatos Nacionais. Os resultados foram: Miguel Sá -
Campeão Nacional de Windsurf, classe I e Francisco Rosa – Campeão Nacional da Divisão II, competição que globalmente envolvia 63 concorrentes e, na qual, estes madeirenses tiveram classificação cimeira. Francisco Rosa, de imediato convidado a representar Portugal no Campeonato da Europa e indigitado para a representação Olímpica, desejo de todo o desportista. Contudo, Francisco Rosa, teve um gesto difícil e responsável, declinou o convite. Como técnico da RTP-M não disponha de tempo suficiente para treinar-se para os Jogos Olímpicos e, mal preparado, preferia não ir.
Ainda na década de oitenta o Naval arrancou em São Lázaro no seu Posto Náutico com as modalidades de canoagem, ginástica, karaté e Judo, assim como colaborou na organização das regatas transatlânticas, como a Mónaco a Nova York, em 1985, com os barcos mais velozes do mundo, os multicascos que controlaram / rondaram uma bóia na Baía do Funchal. A esta colaboração, juntam-se ainda os “Fórmula Um da Vela” participantes na Regata La Baule – Dakar, em 1987.
Já em 1993 sob a orientação da Direcção de Francisco Santos e fruto de um maior dinamismo dos seus associados, o CNF organizou-se voltando a dinamizar as suas escolas de vela.
Durante toda a década de noventa o clube além das suas escolas de vela nas classes Optimist, L’ Equipe e Europe, continuou a dinamizar os cursos de Navegador de Recreio nas categorias de Marinheiro, Patrão de Vela e Motor (actual patrão Local) e Patrão de Costa, tendo formado largas centenas de Madeirenses.
Em 1997 com a passagem da gestão e regulamentação da náutica de recreio da Marinha para o Instituto Portuário e Transportes Marítimos (IPTM) o CNF, passou a ser o 1º clube e instituição da Região com escola de navegadores de recreio homologada.
Ainda na Vela e no ano de 1994 através da Match Racing (empresa organizadora) o CNF é convidado a colaborar na organização da regata internacional TRANSAT AG2R, já na sua 2ª edição (sempre em Abril), entre Lorient na Bretanha Francesa, Funchal (passado por 3 dias na Madeira) e chegada à ilha de Saint Bartolomeu nas Caraíbas.
Esta regata que se acontecia de dois em dois anos era realizada em embarcações monotipo Beneteau Fígaro, em duplas tendo participado velejadores de renome mundial, como Alain Gautier, Roland Jourdain, Dominique Wavre, Micheal Desjoyeux, Florence Arthaud, Jeam le Cam, os irmãos Poupon, etc.
A última edição da responsabilidade do CNF aconteceu em 2004, ao que após o percurso passou a ser directo com uma rondagem de baliza em Porto Santo e sob a organização da Pen Duick.
Ainda na década de noventa o clube dinamiza um conjunto de regata de cruzeiro, como por exemplo a Regata das Desertas, Volta à ilha da Madeira e Regata ao Porto Santo, bem como realizou pela primeira vez o chamado Triângulo das Ilhas, uma regata de cruzeiro que as embarcações rondavam as Ilhas Desertas, Porto Santo e Ilha da Madeira regata essa com mais de 200 milhas náuticas a percorrer em 3 dias. Conta ainda com várias embarcações em representação do clube na Regata Internacional Canárias Madeira.
O Ano de 1995, foi o ano em que pela primeira vez uma velejadora do CNF se sagrou Campeã de Portugal, com Ana Leça Umbelino a conquistar o título de Campeã de Portugal de Juniores, vencendo o Portugal de Juniores num Europe (POR100).
Esta velejadora de personalidade forte, ficou integrada no percurso Olímpico da Federação Portuguesa de Vela – Atlanta 1996, passando a integrar a comitiva Portuguesa no chamado circuito Eurolimpic, circuito composto pelos torneios que organizavam as chamadas semanas Olímpicas, onde apenas participavam embarcações de classes Olímpicas de todo o Mundo. Participou em Hyeres – França; em Spa-Holanda; em Kiel – Alemanha, Itália; entre outras. Nesse mesmo ano participa ainda no Europeu absoluto e Júnior da Classe Olímpica Europe bem como na regata Pré-olimpica de Savannah, local onde se realizaram os J.O. de 1996.
Em 1996 os velejadores do CNF na classe Europe apuram-se ao EUROPEU do Mediterrâneo com Tatiana Silva, Ricardo Pinto a obter bons resultados, nomeadamente um 4º e um 13º lugares da geral respectivamente.
Pela primeira vez em 1996 o CNF faz-se representar a nível Nacional no Campeonato de Portugal de Match Racing com Ana Umbelino classificando-se em 1ª Feminino.
O ano de 1997 deu bons “frutos”, com a conquista novamente para o CNF do titulo nacional de Juniores em feminino na classe Europe, pela velejadora TATIANA SILVA, e o seu apuramento ao Mundial, bem como ao Europeu de Juniores conjuntamente com o seu colega de equipa Ricardo Silveira Pinto, prova que se realizou na Noruega.
A participação em provas nacionais foi uma constante nas classes Optimist, L’Equipe, e Europe. Este ano fica ainda marcado pela aquisição do primeiro barco escola Raquero para o clube com o patrocínio da empresa Promosoft.
Ainda no ano de 1997, Ana Umbelino sagra-se Campeão regional em Match Racing, no primeiro campeonato regional da categoria (2ª da geral – Equipa – leme Ana Umbelino, António Cunha trim, Dário Freitas proa e Ruben Luís). Com este resultado apura-se ao nacional da categoria, obtendo o 2º lugar Feminimo.
Em 1998 Tatiana Silva volta a sagra-se campeã Nacional de Juniores, representando o clube e o pais a nível Internacional no Mundial da ISAF, na classe Europe, bem como no Europeu de Juniores da mesma classe conjuntamente como o seu colega de equipa o velejador Ricardo Pinto.
Já neste mesmo ano e na classe L’Equipe o clube participa no Nacional da classe com duas tripulações (Ruben Luís / Ricardo Luís e Rodolfo Martins / Hugo Freitas), tendo esta ultima dupla sido apurada ao Europeu de L’Equipe em França, onde participaram no respectivo campeonato Europeu.
No Match Racing Ana Umbelino volta a participar no Campeonato de POrtygal Absoluto de Match Racing, quedando-se pelo12º lugar da geral e 2º feminino.
Em Julho de 1999 e após um longo percurso o projecto do CNF para aquisição de uma nova embarcação de vela de cruzeiro torna-se realidade com a aquisição de um BRENTA 24 para as suas escolas de formação de Cruzeiro. Essa embarcação viria depois a se destacar na tradicional regata à volta à Ilha da Madeira – TOYOTA’S CUP em dois anos consecutivos, vencendo em 2000 e 2001 com João Sousa e Rodolfo Santos ao leme respectivamente.
Ainda nos cruzeiros Ricardo Pinto e Ana Umbelino do Naval integrado na equipa da sua Universidade participa no Mundial de Estudantes Universitários em Cherbourg – França, classificando-se em 4º lugar da geral entre 17 equipas de todos o mundo.
Em termos de vela ligeira o ano de 1999 foi também bom, com a participação dos nossos velejadores nos Jogos Internacionais das Ilhas, bem como Europeu Júnior da classe Europe além do Mundial de 420 e semana Olímpica de Vilamoura., além da dupla representação na classe 420 no Mundial por Ricardo Quaresma e Tiago Leal que obtiveram um excelente 20º lugar da geral. Ainda nos 420 Ana Umbelino classifica-se em 3º Fem. no XXV Torneio Internacional de Carnaval em Vilamoura, quedando-se nesse ano en 5º do Ranking Nacional.
Para nossa alegria o ano de 1999 ainda trouxe um reforço na frota de Optimist com a aquisição de seis novos optimist’s de competição Brites apoio da empresa TecnoRocha.
Em 2000 as equipas do Naval participam nos Campeonatos Nacionais de Vela, das classes, Escolas de vela, Optimist, L’ Equipe, Europe 420, Match Racing e Cruzeiro, destacando ainda a participação dos velejadores do clube nos Jogos Internacionais das Ilhas e Semana Olímpica de Vilamoura.
Já em 2001 o clube alargou a sua participação nacional à classe laser bem como ao Europeu de Juniores na classe Europe. Na classe Cruzeiro além das suas tripulações vencerem o regional, venceram ainda a Regata Internacional Canárias Madeira, no iate NOVA REDE de Nuno Rodrigues.
Em Janeiro de 2001, o Clube com o patrocínio da TECNOVIA MADEIRA apresenta aos associados uma Lancha (RODMAN 800) de apoio às regatas passando assim a possuir todas as condições à organização de grandes eventos.
Na classe cruzeiro a participação no Campeonato Nacional aumentou com a presença de três embarcações do clube.
Neste ano o CNF realiza a única edição do Triangulo das Ilhas, competição em vela de cruzeiro que comp
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